Há dias esperando. Parecia mais tempo desta vez. Ansiedade!... Sempre parece mais tempo!... Via os dias descerem e as noites subirem. Não, ainda não era hora, ainda não era a noite. E esperou. À medida em que as noites passavam a sensação ia aumentando. Até que veio mais forte...
O sol se punha. O horizonte era uma pintura fauvista - púrpura, laranja, e depois vermelho, vermelho, o sol descendo, descendo, até sumir atrás de alguma coisa infinita, arredondada e azul. Sentia, agora, toda a intensidade daquela sensação tão conhecida, e esperada.
Precisava de ar! Fechou os olhos e respirou profundamente o ar noturno, em seguida olhou o céu. Estava lá, a Lua Cheia! Havia chegado a noite! Mas era preciso calma, cautela.
A visão da lua a tranquilizou. Confiante, saiu, passos firmes, porém silenciosos, uma sombra sob o luar.
Seguiu pela floresta, o instinto a conduzir-lhe, a Lua a iluminar-lhe o caminho, até que notou uma claridade levemente alaranjada, muito fraca, vindo de algum ponto à sua frente. Parou, fechou os olhos e inspirou, um odor conhecido entrava- lhe pelas narinas. Com o olhar fixo na direção da luz, prosseguiu, mais devagar.
Precisava de ar! Fechou os olhos e respirou profundamente o ar noturno, em seguida olhou o céu. Estava lá, a Lua Cheia! Havia chegado a noite! Mas era preciso calma, cautela.
A visão da lua a tranquilizou. Confiante, saiu, passos firmes, porém silenciosos, uma sombra sob o luar.
Seguiu pela floresta, o instinto a conduzir-lhe, a Lua a iluminar-lhe o caminho, até que notou uma claridade levemente alaranjada, muito fraca, vindo de algum ponto à sua frente. Parou, fechou os olhos e inspirou, um odor conhecido entrava- lhe pelas narinas. Com o olhar fixo na direção da luz, prosseguiu, mais devagar.
Na pequena cabana na clareira uma janela mostrava a luz de lamparina por trás da cortina. Pôs-se a observar. Mais algum tempo e a casa ficou às escuras. Começou a se aproximar, vagarosamente, até chegar ao centro da clareira. Nesse momento, um cão enorme saiu de trás da cabana e ficou diante dela, dentes arreganhados, ferozes. Porém, ao vê-la no clarão da lua, o cão se acalmou, baixou a cabeça e chegou mais perto. Ela o acariciou, e o cão voltou para de onde veio.
Aproximou-se da cabana. A janela estava aberta. Sem fazer o menor ruído, entrou.
O homem dormia, ao lado dele a espingarda, vigiando. Foi em direção a ele e viu-o sob o luar que vinha da janela e ficou a observar-lhe o rosto, os músculos, o físico... De repente, o homem abre os olhos e instintivamente pega a espingarda, mas, ao ver aquela criatura, na penumbra azulada, deslumbrante, nua, para, extasiado. Ela se aproxima, olhos brilhando na semi escuridão, e o homem se entrega àquela beleza, àquele contato, ao desejo...
O dia nasce. Ela acorda, espreguiça-se e olha à sua volta. Lembra da noite anterior e sorri, satisfeita. Sentia-se bem.
No povoado, costuma-se contar histórias sobre um belo lobo que devora caçadores em noites de lua cheia...

Nenhum comentário:
Postar um comentário