"Poucas pessoas há, mesmo entre os pensadores mais serenos, que não tenham sido alguma vez assustadas por uma vaga, e contudo arrepiante, semicrença no sobrenatural".
(O Mistério de Marie Roget - Edgar Allan Poe)

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Mini Conto de Natal



Li e reli a cartinha escrita com letra redondinha de caderno de caligrafia ao Papai Noel. Sim, estava tudo lá: minha obediência, minhas notas, meu respeito aos meus pais, minha cama arrumada, minhas tarefas, muitos agradecimentos,  e, por último,  o meu pedido de Natal. Agora era só deixar o envelope debaixo da pequena árvore artificial com algodão por cima, imitando neve...,  e ir dormir.
Minha mãe sempre me disse que o Papai Noel só vem se a gente estiver dormindo de verdade (diga isso para minha ansiedade, mamãe...).
Deitei-me e virei para o canto, fechei os olhos com força, precisava dormir, contei  luzinhas de pisca pisca,  eu tinha que dormir, logo, para chegar logo o dia seguinte mais esperado dos dias seguintes.

Eu nunca consegui dormir de verdade nas vésperas de Natal.

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